....Vida nova, template novo...
Pois é! Enjoei do outro e resolvi mudar. Agradecimentos ao Gustavo, meu colega de trabalho, que encontrou o template pela internet. Me apaixonei e troquei!

É diferente, mas não podia deixar de ser vermelho. xD

Ainda tem algumas coisas que quero mudar. Acho que vou ter que pedir ajuda ao meu amigo Teilor. =D

Espero que tenham gostado!

Beijão, pessoal!
...Bem vindos à era do gelo
Pois bem... com esse calorzinho que bateu aqui no inverno do Rio Grande do Sul, me animei para baixar (sim, eu baixo tudo da internet!) A Era do Gelo 3. Achei que, talvez, eu não sentisse a sensação de frio, assistindo ao filme. Eu estava um pouco receosa, afinal, sinto que quanto mais filmes se fazem de uma mesma série, pior eles ficam. Mas tirei o chapéu para essa terceira edição. Achei o melhor da série. Com mais agilidade, mais piadas adultas e menos gelo, o filme se passa, em sua maioria, em um mundo subterrâneo cheio de árvores e riachos, encontrado pelos mamutes Manny e Ellie e pelo tigre Diego, quando o divertido Sid novamente se mete em confusão. Inspirado pela gravidez de Ellie, esposa de Manny, a preguiça adota um trio de simpáticos dinossaurinhos... mas é claro que eles tinham uma mamãe, que não ficou nada feliz ao ter seus ovos roubados de si. Ela sequestra Sid e o leva para o mundo subterrâneo, onde estão todos os dinossauros que teriam sobrevivido ao meteoro que atingiu a terra há séculos.
Para sobreviver nesta terra de gigantes, Manny, Ellie e Diego contam com a ajuda de uma atrapalhada doninha chamada Buck.
Todos os personagens estavam fantásticos, mas quem roubou a cena, novamente, foi o hilário Scrat. Eis que o esquilinho arranja uma namoradinha, que gosta tanto de avelãs quanto ele.
O filme tem um timing para piadas absolutamente fantástico. Mesmo assim, cada vez mais, me convenço de que esses filmes não são para crianças. As piadas adultas estão por todo o lugar, desde Sid reclamando sobre sua condição de "mãe solteira" até o tigre Diego chamando um dinossauro medroso de "bicha" ("wuss", em inglês. Não vi a versão dublada para ver se foi assim que traduziram).
Mesmo assim, achei divertidíssimo e muito bem feito. Cinco estrelas. Dêem uma conferida, se ainda não olharam! Vale umas boas risadas.
...Dúvidas e certezas...
Com esse friozão batendo aqui no Rio Grande do Sul, uma das alternativas de lazer é, sem dúvida, enfiar-se debaixo das cobertas, pegar uma pipoquinha e assistir a um filme. Por isso, para quem adora a telinha, aproveito para recomendar um.
"A dúvida pode ser um elo tão poderoso e duradouro quanto a certeza".
Assim começa o sermão do Padre Flynn, no filme (indicado a 5 Oscars) Dúvida, de John Patrick Shanley.
Uma adaptação do sucesso da Brodway de mesmo nome, o longa conta a história da escola católica St.Nicholas, na Nova York de 1964. A diretora é a Irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep), cujas atitudes excessivamente disciplinadoras fazem o padre Flynn (Philip Seymour Hoffman) tentar mudar, com pequenos gestos, a diretriz autoritária da escola. Contudo, a Irmã James (Amy Adams) percebe algo suspeito no modo como o padre Flynn trata o pequeno Donald Miller. Por ter entrado há pouco tempo na escola e ser o primeiro aluno negro, Donald não é bem-tratado pelos colegas. Solitário, encontra conforto nas atenções do padre Flynn, que se dá muito bem não somente com ele, mas com todos os outros alunos com o seu jeito bondoso.
A suspeita da Irmã James é suficiente para fazer Irmã Aloysius iniciar uma batalha sutil e silenciosa para "desmascarar" o padre Flynn e expulsá-lo da escola, acusando-o de abuso sexual.
Em uma das cenas mais interessantes do filme, o padre Flynn discute a situação e o autoritarismo da Irmã Aloysius com a inocente Irmã James, afirmando a ela que "Não há nada errado com o amor". As palavras "abuso sexual" não são mencionadas de forma alguma, e nada é mostrado de forma escancarada durante o filme, que, seguindo o título, deixa-nos na dúvida entre a inocência e a culpa, entre o certo e o errado. É um filme de paradoxos, que nos faz pensar não somente sobre o modo como a Igreja Católica funciona, mas sobre a natureza sombria do ser humano e nossas atitudes em relação ao próximo.
Embora nada seja provado no relacionamento entre o padre Flynn e o garoto, a Irmã Aloysius consegue fazê-lo afastar-se da escola. Com um final surpreendente, a atuação de Meryl Streep mostra que, embora sua pose autoritária fosse forte e sua certeza fosse grande, ninguém, no fim das contas, tinha certeza de nada.

Fantástico. Vale a pena. Atuação, fotografia e roteiro impecáveis.

Segue o trailer:




Ficha Técnica

Título Original: Doubt
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 104 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2008
Direção: John Patrick Shanley
Roteiro: John Patrick Shanley, baseado em peça teatral de John Patrick Shanley
...Palhaçada ambiental

Ouvimos falar de queimadas e de desrespeito para com o meio ambiente, mas acho que nunca nos atinge tanto como quando acontece bem debaixo dos nossos narizes. No meu caso, foi bem em frente à minha casa.
Estava eu mexendo no computador quando senti cheiro de fumaça e fui ver o que era, saí para a rua e percebi que tratava-se de uma queimada, na quadra em frente à rua onde moro. Não pude ver quem era nem o que estavam queimando. Pelo cheiro, eram as árvores mesmo. O fogo não estava muito alto, mas o volume de fumaça era muito grande.
Em 2008, o Brasil registrou 93 mil queimadas. E, apenas no início deste ano, o número cresceu 466%. Para não mencionar que, de ontem para hoje, já foram encontrados 53 focos de queimadas no país, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Mais um descaso com a natureza. Depois reclamam do excesso de poluição na cidade... com moradores assim, não poderia ser de outra forma.


Que vergonha, hein?
...R.I.P. Michael Jackson
Conturbados: assim podem ser descritos os últimos anos da vida de Michael Jackson. Mesmo com acusações de pedofilia, dívidas, doenças e uma série de excentricidades, Michael Jackson não perdeu o título de Rei do Pop (apenas a majestade, talvez).
Ele foi uma lenda. Um ícone da música e da dança. Um astro, que vendeu cerca de 750 milhões de discos.
Talvez tenha começado a carreira cedo demais, talvez tenha se perdido, como tantos outros artistas, em meio à fama, o dinheiro e o sucesso.
Uma pena que tenha se envolvido em tantas confusões. Foi um talento imenso, que brilhou durante anos e que acabou sendo desperdiçado. Ele até tentou voltar à ativa - estava com um roteiro de 50 shows programado... mas não deu tempo.
Como disse o crítico José Teles, do JC Online, a carreira do rei do pop acabou degringolando e tornando-se triste, trágica e um tanto quanto grotesca.
Uma pena... mas o que permanece agora, imaculada e bela, é a sua música, bem como os passos de dança criados por ele, que incentivaram e inspiraram artistas por todo o mundo.
(Ficam também, é claro, as lembranças, e todo o dinheiro que a mídia lucrará em cima delas e da morte do cantor. Por que será que as pessoas têm de morrer para serem "valorizadas"?).
...Só com diploma!
Naquela manhã, 80 mil trabalhadores levantaram de suas camas e não foram trabalhar. Naquela manhã, cidadãos do país inteiro estranharam; sentiram-se desesperados com a falta de notícias. Nenhum veículo de Comunicação publicava nada. Naquela manhã, 80 mil trabalhadores mobilizaram-se, pela defesa de um jornalismo melhor.

É claro que esta é uma história que não aconteceu.

Ontem à noite, O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou o recurso que abolia a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para exercer a profissão.

Talvez devêssemos ter nos mobilizado mais - a união faz a força, afinal. O fato é que, ao meu ver, o STF fez a maior besteira de todos os tempos. Desvalorizaram completamente universidades, professores, futuros profissionais e a essência da profissão.

Não, não é o fim do mundo. No entanto, quero só ver as repercussões que essa decisão estúpida vai causar. Espero, apenas, que a qualidade do jornalismo não seja prejudicada. Um jornalismo ruim faz uma sociedade ruim.

Para o inferno com o STF e as grandes corporações que, com certeza, foram a lenha, o fósforo e o querosene para incendiar essa enorme fogueira. Jornalista precisa de diploma SIM.
...A profissão certa
Em qualquer área de atuação profissional, existem dias bons e ruins. Às vezes, temos vontade de puxar os cabelos. Outros, passamos o dia todo sorrindo, exultantes em desenvolver cada uma das tarefas que nos são passadas.
Trabalho no Jornal Comunidade, um dos veículos de Comunicação da Feevale, instituição onde estudo. Depois de fazer todas as reportagens, fotos, diagramá-las e mandar o jornal para a impressão, temos de distribuí-lo.
Hoje, levei exemplares para uma das nossas fontes, que me havia concedido uma entrevista para a matéria da contracapa. Deixei o jornal com ela e fui entregar para outra fonte, que estava trabalhando na mesma sala.
Eu estava quase indo embora quando ela me chamou. Virei-me e, para a minha surpresa, lá estava ela, segurando o jornal, olhando para mim com os olhos marejados de lágrimas. Por uma fração de segundo pensei "Oh, não, o que fiz de errado?". Foi quando ela afirmou que estava emocionada com a matéria que eu havia escrito. Que gostou muito da maneira com que organizei as falas dela, sobre o projeto de extensão que coordena, e os fatos que ela havia me passado.
São momentos como esse que me fazem perceber que, às vezes, não fazemos idéia do quanto o nosso trabalho pode afetar uma pessoa, tanto negativa quanto positivamente.
É ótimo ter o trabalho reconhecido, assim. A sensação de escrever uma matéria e vê-la não somente publicada, mas sendo apreciada por outras pessoas é indescritível.
Isso não precisa acontecer somente no jornalismo. Mas é esse tipo de satisfação que nos faz perceber que escolhemos a profissão certa.