MEDICINA DO PRAZER
Há um mês
Pois bem... com esse calorzinho que bateu aqui no inverno do Rio Grande do Sul, me animei para baixar (sim, eu baixo tudo da internet!) A Era do Gelo 3. Achei que, talvez, eu não sentisse a sensação de frio, assistindo ao filme. Eu estava um pouco receosa, afinal, sinto que quanto mais filmes se fazem de uma mesma série, pior eles ficam. Mas tirei o chapéu para essa terceira edição. Achei o melhor da série. Com mais agilidade, mais piadas adultas e menos gelo, o filme se passa, em sua maioria, em um mundo subterrâneo cheio de árvores e riachos, encontrado pelos mamutes Manny e Ellie e pelo tigre Diego, quando o divertido Sid novamente se mete em confusão. Inspirado pela gravidez de Ellie, esposa de Manny, a preguiça adota um trio de simpáticos dinossaurinhos... mas é claro que eles tinham uma mamãe, que não ficou nada feliz ao ter seus ovos roubados de si. Ela sequestra Sid e o leva para o mundo subterrâneo, onde estão todos os dinossauros que teriam sobrevivido ao meteoro que atingiu a terra há séculos.
O filme tem um timing para piadas absolutamente fantástico. Mesmo assim, cada vez mais, me convenço de que esses filmes não são para crianças. As piadas adultas estão por todo o lugar, desde Sid reclamando sobre sua condição de "mãe solteira" até o tigre Diego chamando um dinossauro medroso de "bicha" ("wuss", em inglês. Não vi a versão dublada para ver se foi assim que traduziram).
"A dúvida pode ser um elo tão poderoso e duradouro quanto a certeza".
Em uma das cenas mais interessantes do filme, o padre Flynn discute a situação e o autoritarismo da Irmã Aloysius com a inocente Irmã James, afirmando a ela que "Não há nada errado com o amor". As palavras "abuso sexual" não são mencionadas de forma alguma, e nada é mostrado de forma escancarada durante o filme, que, seguindo o título, deixa-nos na dúvida entre a inocência e a culpa, entre o certo e o errado. É um filme de paradoxos, que nos faz pensar não somente sobre o modo como a Igreja Católica funciona, mas sobre a natureza sombria do ser humano e nossas atitudes em relação ao próximo.
Conturbados: assim podem ser descritos os últimos anos da vida de Michael Jackson. Mesmo com acusações de pedofilia, dívidas, doenças e uma série de excentricidades, Michael Jackson não perdeu o título de Rei do Pop (apenas a majestade, talvez).
Como disse o crítico José Teles, do JC Online, a carreira do rei do pop acabou degringolando e tornando-se triste, trágica e um tanto quanto grotesca.
Talvez devêssemos ter nos mobilizado mais - a união faz a força, afinal. O fato é que, ao meu ver, o STF fez a maior besteira de todos os tempos. Desvalorizaram completamente universidades, professores, futuros profissionais e a essência da profissão.
Em qualquer área de atuação profissional, existem dias bons e ruins. Às vezes, temos vontade de puxar os cabelos. Outros, passamos o dia todo sorrindo, exultantes em desenvolver cada uma das tarefas que nos são passadas.