Dirty Dancing...
Raquel Reckziegel

Não somente um ator, mas um belo dançarino, também. A filmografia de Patrick Swayze é enorme, mas foram dois clássicos do cinema que nos vêm à mente hoje, quando lembramos dele:
Dirty Dancing e
Ghost. Depois de receber o diagnóstico de câncer no Pâncreas, em 2008, o ator rapidamente definhou ante à doença. Segundo o site do

Estadão, na semana passada, os tabloides americanos anunciavam: "Sua agonia chega ao fim: Patrick Swayze, cansado de lutar, volta para casa para morrer". Dito e feito.
Patrick Swayze foi um ícone romântico e dançante dos anos 80. Foi um ícone e virou um mito. Gostei tanto da performance dele e da atriz Jennifer Grey em
Dirty Dancing que, na minha época de bailarina, dancei ao som de "Time of my life", música-tema do filme (quase virei um nó ao tentar aprender a coreografia).
Dirty Dancing - Time of my lifeNão será esquecido.

Clodovil... um homem polêmico... um homem barraqueiro... um homem sincero.
Muitas pessoas (para não dizer a maioria - e, entre elas, deputados) não eram exatamente seus fãs. Durante toda a sua vida, Clodovil sofreu críticas por "ser" escandaloso, por ser homossexual, por falar "sem pensar".
Na minha opinião, acho que se a frase "sem medo de ser feliz" se aplica alguém, é à ele. Clodovil falava o que vinha à sua cabeça, não tinha medo de ofender ninguém (e ofendia! "Eu tenho culpa que ela nasceu feia, gente?!" - bate-boca com a deputada Cida Diogo, em 2007).
Acho que o Brasil precisa de mais pessoas assim, que falem a verdade, que consigam se erguer o suficiente para não temer processos e ameaças dos grandões lá de cima, que mandam nesse país.
Puta que pariu, Clodovil!
Tu merecia mais uns 30 anos de vida.
Curtam algumas frases famosas do homem que não tinha medo de falar:
— Eu não sei o que é decoro, com um barulho destes enquanto um deputado fala. Eu não sei o que é decoro, porque aqui parece um mercado! Nós representamos o país! Não entendo por que há tanto barulho enquanto um orador está falando. Nem na televisão, que é popular, fazem isso. (Primeiro discurso na Câmara dos Deputados, 2007)
— Será que precisamos de gravata ou de seriedade? (Folha de São Paulo, 2007)
— Dinheiro é uma questão de cada um de nós. Eu só consigo viver no meio da beleza. (Sobre a reforma do gabinete, 2007)
— É claro que vou precisar de apoio, porque sozinho a gente não consegue nem se masturbar - tem de pensar em alguém. (Folha de São Paulo, 2006 )
— Não tenho medo de ninguém. Sou feito cachorrinho. Passa a mão nas minhas costas que eu já abano o rabo. (Em visita ao Congresso, 2006)
— Evidente que foi (armado o ataque contra as torres gêmeas) pelos próprios americanos, não seja idiota, é como o holocausto, você acha que não tinha nenhum judeu manipulando isso por debaixo do pano? (Em entrevista à Rádio Tupi, 2006)
— Se você não votou em mim, não pode me cobrar nada. Eu vou fazer do jeito que eu sei. Eu não sou político de profissão. (Em reunião de deputados eleitos e empresários na Fiesp, 2006)
— Fala para ele que na próxima eleição, quando me candidatar de novo, vou fazer o possível para ter menos votos para ele não implicar comigo. Se eu pudesse, dava meus votos para ele não ficar tão triste, mas não posso fazer isso. (Em resposta à critica feita pelo tucano Walter Feldman, 2006)[FONTE: ClicRBS]